Feeds:
Posts
Comentários

Consequências

“Amo alguem que não me ama”

Isso já foi verdade, verdade que se repete ciclicamente… odeio esses rodeios todos.

Quantas vezes vai se repetir antes de acabar? Quantos terremotos antes da calmaria?
Grande engano
Consequências?
Só aquilo que não consigo prever.

De papel

E lá o barquinho ia
água sujeira rato
Vida pelo ralo
com o azedo do dia

Sonho da criançada
piloto astronauta
mendigo na esquina
um mijo na calçada

Comédia diária
pega-pega ta com você
polícia vira bandido
bandido é chefão

Vida sem jeito mesmo
boneco de papel
se joga do balcão

O que fazer para o último final de semana desse excepcional período de férias?

Recomendo (muito) o filme “A Partida”, dirigido por Yojiro Takita. O filme japonês (repararam no nome, não?) já ganhou diversos prêmios, inclusive o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e realmente surpreende pela serenidade da história.

Tudo começa quando Daigo (Masahiro Motoki), que ganha a vida como violoncelista em Tóquio, recebe com um baque a dissolução da orquestra em que tocava. Com a virada, Daigo acaba abandonando o sonho de ser músico, cultivado desde criança e iniciado com uma imposição do pai, e se muda para sua cidade natal com sua esposa Mika (Ryoko Hirosue). Lá ele encontra restos da vida de que fugiu por quase 30 anos. À procura de emprego, acaba, inadvertidamente, aceitando um emprego de “preparador de corpos” para o crematório.

O personagem, angustiado, tem que lidar com vários problemas, desde o desprezo dos amigos e conhecidos por sua profissão, as memórias do pai que o abandonou e a incerteza sobre os rumos de sua vida.

O curioso do filme é o ângulo pelo qual a morte é trabalhada. A função dos “preparadores de corpos”, antes feita pela própria família do falecido segundo a tradição, é de limpar e embelezar os corpos antes de serem cremados, mas a questão vai muito além da estética.
Os mortos são preparados assim (segundo o filme) para que os que ficam possam ter deles a última impressão de vida, decência e serenidade.
Daigo, que no início não consegue suportar tal visão, acaba encontrando um significado maior em seu trabalho quando percebe que o impacto de todo o ritual atinge, na verdade, os familiares e amigos do falecido mais do que ele poderia imaginar.

Se a história não parece valer a pena, há ainda a belíssima trilha sonora de Joe Hisaishi.
Para mais informações sobre a trilha sonora, dê uma passada no Vida Vinil.

Pessimismo

Esse tempo louco
dia ou outro
me enlouquece…

Falta

Falta. Realmente muito.
Mas e que eu quero com isso?
Sonho bobo de criança,
carrinho de rolimã e boneca de pano…
só faltava faltar isso também!

Falta palavraa
Na boca de quem nunca disse nada
e na de quem diz muito.
Falta na boca do povo.

Faltava um teto pro Luís,
um fogão pra dona Ester,
um ursinho pra Ana,
um MP3 pro Raphael.
Faltou bombeiro
quando pegou fogo no barraco,
faltou polícia
quando abusaram da menina.
Mas o povo continua ai,
parado na esquina
assistindo a cena.
Tem palavra?

Visual novo!

Pois é, o Nuvens está de cara nova!

Mandem comentários sobre o novo template do blog: você gostou? Odiou? Falta algo?

Top 5 da semana

1. Die Ärzte – Junge

2. Sting – Fields of gold

3. Incubus – I miss you

4. Jadon Lavik – Let it go

5. Johnny Cash – Hurt

Algo novo

Sei que havia prometido versos… mas ainda estou insatisfeito com o que ando escrevendo…

Por enquanto, deixo aqui um pequeno texto.

“(Sem título)

Meu quarto parece mais um quarteirão varrido por um furacão. São tantas coisas. Importantes, fúteis, interessantes. absolutamente aborrecidas. São umas fotos jogadas dos amigos que já tive, mapas dos lugares que um dia conheci, livros que gostaria de ter lido. Todas tão importantes, tão cheias de significado. Tão inúteis.
Uns olhos me olham de uma capa de livro, uma boca sorri para mim de uma foto meio soterrada no entulho. Parece que são lembranças tão distantes. Tão distantes que até me esqueço que não faz nem 1 mês que comprei aquele livro, dois anos que ví aquele amigo pela última vez. Aquele presente que me trouxeram não sei de onde, daquelas miniaturas de algum ponto turístico importante, mas que no momento tem o nome da cidade ilegível, ainda fica ali, no mesmo lugar em que o coloquei logo depois de recebê-lo. Olhando-me. Sem estranhar minha indiferença.
Sento-me aqui todos os dias, mas são poucos os que reparo em algo mais que não a parede vazia às minhas costas. Sento-me, os olhos se encaminham, as mãos descansam inertes no colo. Quanto mais olho mais quero olhar. Quanto mais sinto o sol baixando, mais alto escuto uma música inexistente que sai das paredes. Palavras duras criticam minha preguiça, mas apenas os rostos sorridentes sabem. Uma melodia que me acalma e me desespera, sempre à espreita na boca da noite. Mas só eles sabem. Só eles.”

Fui ontem ao teatro, logo comento mais aqui.

Voltando…

Finalmente de volta do Sul, queria só fazer alguns comentários:

-Florianópolis é uma cidade linda, ainda mais com dias bonitos, mas nem pense em ir para lá e não alugar um carro.
-Se você for a Floripa, passe na Meat Shop. A casa é de uma gaucha que tem uma grande paixão pelas carnes (até maior que a dos gauchos em geral). Carnes importadas do Uruguai e linguiças artesanais, espaço aconchegante, bom vinho e boa música, o restaurantezinho que funciona só durante a noite, lembra muito um delicioso restaurante argentino do qual não consigo recordar o nome no momento… Rod. SC-401, n° 10.945.
-Porto Alegre é uma cidade nada turística. Apesar de curiosa, 3 ou 4 dias bastam para descobrí-la.
-Gramado é adorável. Sol agradável, frio de 8°C… Só não agradou muito a chuva de 3 dias…

Logologo mostro os versos nos quais venho trabalhando, aguardem!

Trilha sonora do momento: Glen Hansard.

Em viagem…

Postando diretamente de Porto Alegre, informo apenas que o frio é grande e o povo não tão bonito como dizem… ;)

Postagens Antigas »